Textos

As Cinco Lembranças


É da minha natureza envelhecer, eu não posso evitar a velhice.
É da minha natureza adoecer, eu não posso evitar a doença.
É da minha natureza morrer, eu não posso evitar a morte.
Todas as coisas e pessoas que amo compartilham da natureza da
impermanência, eu não posso evitar a separação.
Os meus actos são as minhas únicas posses verdadeiras, eu não posso
evitar as consequências dos meus actos. Os meus actos são o chão em
que fico de pé.

Enmei Jukku Kannon Gyo

Kan ze on
Na mu Butsu
Yo Butsu U In
Yo Butsu U En
Bup Po So En
Jo Raku Ga Jo
Cho Nen Kan ze on
Bo Nen Kan ze on
Nen Nen Ju Shin Ki
Nen Nen Fu Ri Shin

Avalokiteśvara, Perceptora dos lamentos do mundo,

toma refúgio em Buda,
será Buda,

a todes ajuda a ser Buda,
não é separada de Buda, Darma, Sanga ̶
sendo eterna, íntima, pura e jubilosa.
Ao amanhecer, uno-me a Avalokiteśvara,
Ao anoitecer, uno-me a Avalokiteśvara,
cujo Coração, momento a momento, se eleva,
cujo Coração, momento a momento, permanece!

Maka Hannya Haramita Shingyo

Sutra do Coração da Grande Perfeição da Sabedoria

Quando a Bodisatva da compaixão Avalokitesvara praticava as profundezas de Prajna Paramita, ela claramente percebeu o vazio e a não existência de todas as coisas, livrando-se desta forma da dor e do sofrimento. Ó Sariputra, aqui a forma é o vazio e o vazio é a forma; tudo o que tem forma é exatamente o vazio e tudo o que é vazio é exatamente a forma. Desta maneira as sensações, as concepções, a discriminação e a consciência são também vazias e desprovidas de substância. Ó Sariputra, o vazio de todas as coisas não foi criado e não pode ser destruído e desta maneira no vazio não há forma, não há sensações, não há discriminação e não há consciência. Não há olho, não há ouvido, não há nariz, não há língua, não há corpo e não há mente. Não há cor, não há som, não há cheiro, não há gosto, não há tato e não há fenómenos. Nada existe desde o reino da visão até ao reino da consciência. Não há ignorância, nem a extinção da ignorância, não há nascimento, não há sofrimento, não há causa do sofrimento, não há velhice, não há morte, não há extinção do nascimento, extinção do sofrimento, da velhice ou da morte, não há sabedoria e iluminação e nada há para ser ganho. Como nada há para ser ganho a Bodisatva vive em Prajna Paramita e não há obstáculos no seu coração, e sem obstáculos não há medo e muito além dos pensamentos ilusórios, ela atinge o Nirvana. Todas as Budas do passado, do presente e do futuro obtiveram completa
sabedoria e perfeita iluminação praticando Prajna Paramita. Saiba então e repita o grande mantra, o brilhante e inigualável mantra que completamente elimina todo sofrimento, verdadeiro além de qualquer falsidade. Tendo ido, tendo ido, mais além, para a outra margem, da Ilumicação, Salve!

Três Refúgios

Reconhecendo o meu lugar no Infinito Círculo da Vida,

Tomo refúgio no Buddha, Unidade, a natureza desperta de todos os seres.

Tomo refúgio no Dharma, Diversidade, o oceano de sabedoria e compaixão.

Tomo refúgio na Sangha, Harmonia, a interdependência entre Unidade e Diversidade.

Três Princípios

Não-Saber, a renúncia de ideias fixas.
Presenciar, a abertura do coração à alegria e ao sofrimento da vida.
Regenerar, a ação amorosa que surge do Não-Saber e do Presenciar.

Três Puros Preceitos

Faço o voto de não causar dano algum.
Faço o voto de fazer o bem.
Faço o voto de cultivar a mente desperta para o bem de todos os seres.

Dez Graves Preceitos

Reconhecendo que não sou separada de tudo o que é, faço o voto de honrar a vida. Este é o preceito de Não-Matar.

Reconhecendo a abundância, faço o voto de apreciar o que É, e viver de forma simples. Este é o preceito de Não-Roubar.

No meio do desejo e do apego, faço o voto de me encontrar com todos os seres com respeito e dignidade. Este é o preceito de Não-Usar-de-modo-Incorreto-a-Sexualidade.

Sendo honesta e corporificando a verdade tal como a percebo, faço o voto de falar a partir do Coração. Este é o preceito de Não-Mentir.

Abraçando toda a experiência diretamente, faço o voto de cultivar uma mente clara. Este é o preceito de Não-me-Intoxicar.

Mostrando-me de coração aberto, faço o voto de falar sem julgamento. Este é o preceito de Não-Falar-dos-Erros-e-Falhas-das-Outras.

Assumindo plena responsabilidade, faço o voto de expressar a minha verdade sem sentimento de culpa ou censura. Este é o preceito de Não-me-Elevar-e-Culpar-as-Outras.

Cultivando a generosidade, faço o voto de usar todos os ingredientes da minha vida. Este é o preceito de Não-Ser-Mesquinha.

Transmutando o sofrimento em compaixão, faço o voto de aceitar e expressar as minhas emoções sem causar dano. Este é o preceito de Não-me-Apegar-à-Raiva.

Entrando na minha vida como uma Pacificadora Zen, faço o voto de cuidar de mim e das outras. Este é o preceito de Honrar-Os-Três-Tesouros.

Cinco Compromissos

Comprometo-me a trabalhar em prol de uma cultura de não-violência e de reverência pela vida.

Comprometo a trabalhar em prol de uma cultura de solidariedade e de uma ordem económica justa.

Comprometo-me a trabalhar em prol de uma cultura de inclusão e de uma vida baseada na honestidade.

Comprometo-me a trabalhar em prol de uma cultura de igualdade de direitos para todas as pessoas, respeitando e apreciando a diversidade humana.

Comprometo-me a trabalhar em prol de uma cultura de sustentabilidade e de cuidado com a terra.

Dedicatória Universal do Mérito

Que o mérito desta nossa prática
se estenda universalmente a todes,
e assim, junto com todas as criações,
possamos corporificar o caminho do Despertar.